Telefónica teme riscos na América Latina e reduz investimentos
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quinta-feira, 02 de setembro de 1999
Por Vladimir Goitia 
São Paulo, 3 (AE) - O presidente da Telefónica, Juan Villalonga, disse que o grupo não vai mais assumir riscos na América Latina até que a situação de "instabilidade" econômica fique mais clara na região. Em teleconferência com analistas da Bolsa de Madri, na quinta-feira, Villalonga afirmou ainda que os investimentos da empresa serão da reduzidos de forma gradual em todas as áreas do Grupo Telefónica para tentar atenuar a pressão exercida por uma dívida de 12,495 bilhões de euros (cerca de US$ 13,25 bi) que acumula até o final do primeiro semestre.
Na teleconferência com os analistas da bolsa espanhola, com os quais comentou os resultados da companhia no primeiro semestre deste ano, o executivo acrescentou que "as posições de risco na América Latina, onde o grupo foi afetado por causa das crise cambial brasileira e pelo aumento da inadimplência, não serão mais incrementadas".
No Brasil, o Grupo Telefónica controla a Telesp Participações (Telesp fixa), a Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT) e a telefonia celular no Rio de Janeiro e Espírito Santo. O grupo opera ainda na Argentina, Chile, Peru e Venezuela.


