Telefônica seleciona 47 empresas para obras de expansão
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domingo, 13 de junho de 1999
Por Renata Rondino 
São Paulo, 14 (AE) - A Telefônica, nova controladora da Telesp, anunciou hoje a seleção de 47 empresas, através de concurso, para dar continuidade às suas obras de expansão, cujo investimento atingirá R$ 340 milhões, com o objetivo de ampliar sua rede externa. Dessa forma, a empresa pretende instalar mais 1 milhão de linhas telefônicas até o final de 99.
Segundo o vice-presidente de operações da Telefônica, Ivan Campagnolli, essas 47 empresas foram escolhidas de um universo de 128 companhias cadastradas que já trabalhavam com a Telesp, e que foram convidadas pela Telefônica para participar desta nova etapa de obras. Deste total, apenas 113 empresas apresentaram propostas, que foram avaliadas, além do critério de preço final, pela capacidade técnica para a execução do serviço, pela qualificação de mão-de-obra e pela capacidade financeira dessas empresas de concluir essas obras.
Campagnoli ressaltou que, entre as empresas escolhidas, apenas cinco têm capital espanhol, e que apenas três possuem participação majoritária de capital espanhol. "São empresas que vieram para o Brasil através de associação com empresas brasileiras", afirmou o executivo, admitindo, no entanto, que algumas delas trabalham com a Telefônica na Espanha. "Além disso, as quatro empresas que ficaram com o maior percentual de obras são absolutamente brasileiras", acrescentou.
Com este novo projeto, os investimentos da Telefônica em São Paulo já atingiram R$ 1 bilhão em 99. Em maio desse ano, a empresa fechou contratos de R$ 652 milhões com seus principais fabricantes de equipamentos de telecomunicação para o fornecimento de centrais de comutação e transmissão. Só o segmento de rede vai receber investimentos de R$ 1,3 bilhão em 99, para que se encerre o ano com 2 milhões de novas linhas instaladas.
A partir do próximo mês, a Telefônica vai encerrar todos os seus contratos de modalidade "turn key", onde o contratado é responsável pelo gerenciamento de toda a obra. As obras a partir do segundo semestre serão gerenciadas pela própria Telefônica, que vai permitir, no máximo, 30% de subcontratação. As empresas contratadas vão atuar em 18 áreas geográficas e, na maioria delas, haverá no mínimo duas empresas operando.
Até março do ano 2000, a Telefônica vai investir R$ 6,8 milhões em qualificação profissional. Além de um convênio com o Senai para treinamento de técnicos, a empresa está discutindo também com a Força Sindical um plano de treinamento semelhante que possa utilizar pessoas desempregadas.
Veja a seguir o resultado do concurso da Telefônica e as respectivas áreas onde serão realizadas as obras de expansão: - CCO (Penha/Anhangabaú) - Elfon (Consolação/Ipiranga) - Construtel (V.Gustavo/Cumbica) - Alusa e CCBR (Osasco) - Omega e Silcom (Araraquara) - Bargoa e Telemont (Jabaquara/V.Mariana) - Benedito Tobace e Itete (Votuporanga/S.J. Rio Preto) - Siemens e Teletusa (Araçatuba/P.Prudente) - Tandem e Telecim (ABC) - Geotemi, JR Paulista e Elencnor (Alto Tietê) - Catel, Monace, Radar e Telsul (Campo Belo/Campo Limpo) - Teleatlas e Teleco (Lapa/Palmeiras) - Alfa, Telefino e Ellenco (Campinas) - Colorado, Ensatel, Temol e Vam (Bauru/Marília) - DAP, EPTN, Itibra e Pirelli (Santos/Praia Grande) - Alcatel, Arcos, N.Odebrecht e Teleredes (S.J. Campos) - Cotel, Enerp, NEC e Vale Azul (Rio Claro/Piracicaba) - Grahan Bell, Icomom-Intertel, Semper e Splice (Jundiaí/Sorocaba)


