São Paulo, 22 (AE) - A Telefônica anunciou hoje a rescisão de alguns contratos com empresas terceirizadas feitos antes da privatização da Telesp. Além disso, a partir do mês de março, haverá uma mudança de relacionamento com as empresas que restaram. Isto significa que o número de empresas que prestavam serviços para a Telefônica caiu de 80 para 32. A decisão foi tomada após uma auditoria realizada pela Andersen Consulting, e após denúncias de cobranças de propina por funcionários sub-contratados para realização de serviços.
O vice-presidente de operações da companhia, Ivan Campagnoli, concedeu há pouco entrevista coletiva, na sede da Telefonica. "Estamos analisando o trabalho prestado pelas terceirizadas e vamos lançar, em maio, um concurso público para seleção de novas prestadoras de serviços", afirmou Campagnoli. Para obter um melhor controle dessas empresas, a Telefônica vai assumir todo o gerenciamento das obras. Já limitou, por exemplo, em 30% o número de subcontratação e quer encontrar meios de identificar funcionários terceirizados.
Em relação às denúncias já apuradas, explicou Campagnoli
a Telefônica vai exigir a demissão do funcionário faltoso e garantir que não preste novamente serviços à Telefonica pelo prazo de três anos. Além disso, estão sendo feitas reavaliações do desempenho dessas empresas contratadas e, se houver avaliações negativas consecutivas, essa empresa será afastada. Quando assumiu a Telesp, em setembro do ano passado, a Telefonica assumiu 80 contratos de empresas que prestavam serviços à estatal no sistema terceirizado. Esses contratos estavam vinculados a outros 140 contratos. Esses serviços são prestados através do sistema turn-key, ou seja, a empresa contratada se responsabiliza integralmente pela prestação do serviço, entregando as obras já concluídas.

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