São Paulo, 22 (AE) - A Telefônica reajustou sua cesta de tarifas locais em 7,98% a partir de hoje, de acordo com os parâmetros aprovados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Esse índice corresponde à inflação medida pelo IGP-DI, da Fundação Getúlio Vargas, entre março de 1998 e maio de 1999. No serviço de longa distância, de acordo com a Telefônica, as tarifas serão reajustadas em 5,46%.
O último reajuste de tarifas aconteceu em abril de 1997, quando o Ministério das Comunicações promoveu uma reestruturação tarifária para preparar a então Telesp para privatização.
A tarifa de assinatura foi reajustada em 17,7%, levando em consideração a variação do IGP-DI mais 9%, conforme previsão do contrato de concessão. Esse aumento real foi permitido, contanto que fossem compensados por decréscimos em outros itens: o pulso, por exemplo, aumentou 5,45%, índice inferior à inflação; as tarifas de habilitação recuaram 31,7% (Telesp) e 42 2% (CTBC).
"O impacto do aumento da assinatura no valor da conta será compensado pela rdução do valor real do pulso, principalmente para quem usa muito o telefone. Nesse caso, haverá uma queda no valor real da conta", disse o vice-presidente de Negócios e Grande Público da Telefônica, Stael Prata Silva Filho.
A tarifa máxima de habilitação é de R$ 110,57, ou R$ 80 00 sem impostos. A partir desse mês, a Telefônica vai cobrar uma tarifa de R$ 76,62, ou R$ 54,67 sem impostos. Na área de abrangência da CTBC, que engloba a região do ABC, a tarifa subirá para R$ 64,84, ou R$ 46,62 sem impostos.

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