Telefônica promete reparar defeitos nas linhas
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quarta-feira, 07 de abril de 1999
Por Cley Scholz 
São Paulo, 08 (AE) - O presidente da Telefônica Internacional, Antonio Viana Batista, recebeu hoje mais uma notícia desagradável durante a sua visita de três dias ao Brasil. Ao sair de um encontro de 1h15 com o governador de São Paulo, Mário Covas, Batista e o presidente da Telefônica no Brasil, Fernando Xavier Ferreira, ficaram sabendo, por meio dos repórteres, sobre a multa de R$ 5 milhões aplicada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Na véspera, o representante do grupo espanhol já havia sido surpreendido com a notícia sobre a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembléia Legislativa de São Paulo para investigar a atuação da empresa.
Os dois representantes da Telefônica foram até o Palácio dos Bandeirantes para conversar com o governador sobre os planos da empresa no Brasil. Eles garantiram que até o fim desta semana todos os planos de expansão vencidos, herdados da gestão estatal da Telesp, serão entregues aos assinantes. "Toda a mão-de-obra envolvida na instalação dos planos de expansão será deslocada, agora, para reforçar as equipes que se dedicam aos reparos e defeitos nas linhas", afirmou Fernando Xavier.
O presidente da Telefônica do Brasil disse que vai aguardar o comunicado oficial da Anatel para se pronunciar a respeito da punição e decidir sobre a possibilidade de recorrer da multa. Há duas semanas, a Telefônica já havia sido multada em R$ 3 milhões pelo Ministério da Justiça por desrespeito a seis artigos do Código de Defesa do Consumidor, entre eles a interrupção de serviços de utilidade pública e atraso na entrega de produtos já pagos pelos consumidores, além de cobranças indevidas e outras irregularidades.
Fernando Xavier afirmou que não teme o risco de cassação do contrato de concessão, conforme ameaça dos integrantes da CPI da Telefônica. Segundo ele, a comissão será uma oportunidade para a empresa expor as dificuldades que vem encontrando para expandir rapidamente a rede e cumprir os prazos previstos nos contratos de entrega de linhas vendidas pela Telesp no passado. "São Paulo é uma das maiores cidades do mundo e a intervenção que estamos fazendo é uma das maiores que se tem notícia, o que vai permitir a instalação de 2 milhões de novas linhas por ano"
disse Xavier. "Isso representa um terço de toda a conta da Telesp", acrescentou, destacando que, em outras grandes cidades do País o número de linhas a serem entregues não é tão grande como em São Paulo.


