Telefónica inicia a maior operação de ampliação de capital
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sexta-feira, 04 de fevereiro de 2000
por Vladimir Goitia 
São Paulo, 4 (AE) - O Conselho de Administração da Telefónica, a maior companhia privada da Espanha, começou, agora há pouco, submeter à Assembléia Geral Extraordinária (AGE) de acionistas uma das mais ambiciosas operações de ampliação de capital por um total de 3,5 bilhões de pesestas (cerca de US$ 21 8 bilhões), que representam 922 milhões de ações. Essa ampliação vai permitir à companhia fazer a OPAs (Oferta Pública de Ações) para 100% das companhias controladas pela operadora espanhola no Brasil, Argentina e Peru e reorganizar as suas estruturas. As novas ações serão oferecidas aos acionistas das subsidiárias latino-americanas (exceto aos da CTC do Chile), pelas quais os atuais acionistas terão de renunciar a seu direito de subscrição preferencial. Os mercados anteciparam, de alguma forma, o resultado da operação, que inclui um prêmio de 40% pelas ações da TeleSudeste celular, telefónica de Argentina e telefónica de Peru. desde que o presidente da companhia, Juan Villalonga anunciou, no dia 13 de janeiro, o lançamento das OPAs pelas ações das subsidiárias brasileira subiram 13,4% (Telesp) e 33,2% (TeleSudeste celular); da argentina, 39,6%; e da peruana, 27,4%. Os analistas acreditam que as OPAs devem fortalecer o Grupo Telefónica diante de seus principais concorrentes, já que os acionistas terão acesso a um grupo de "dimensão multinacional". Se as OPAs forem cobertas 100%, os acionmistas das subsidiárias latino-americanas acabarão controlando 18,9% do novo grupo. Atualmente a Telefónica detém 25,7% da telesp, 36 4% da TeleSudeste celular, 51% da Telefónica de Argentina e 36 4% da Telefónica de Peru. Uma vez aprovada a ampliação do capital, a Telefónica terá de registrar os documentos da operação junto à Comissão Nacional do Mercado de Valores (a CVM espanhola) e as suas correspondentes no Brasil, Argentina, Peru e Estados Unidos, onde também são cotadas as subsidiárias latino-americanas. Para participar da AGE, é necessário contar com 300 ações ou mais da Telefónica, mas, mesmo assim, o acesso não é totalmente garantido. A assembléia será presidida pelo presidente do grupo Telefónica, Juan Villalonga. De acordo com companhia, a empresa colocou à disposição dos acionistas uma sala VIP para cerca de 500 pessoas, onde estarão também cerca de 100 jornalistas credenciados. O restante dos acionistas poderá acompanhar a AGE de uma outra sala por meio de monitores de TV. Na ordem do dia está previsto tratar o polêmico assunto dos super salários dos executivos da companhia.


