Telefônica fecha acordo com Telecom Itália para transferência de controle da CRT
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domingo, 27 de fevereiro de 2000
Por Sérgio Bueno 
Porto Alegre, 28 (AE) - A Telefônica anunciou hoje à noite que fechou acordo com a Telecom Itália para a transferência do controle acionário da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT).
A Telecom Itália faz parte da Tele Centro Sul (TCS), que desde o afastamento do consórcio Tele Brasil Sul (TBS), liderado pela Telefônica, dia 4 deste mês, administra provisoriamente a operadora gaúcha.
Os termos do acordo não foram revelados e os representantes da TCS, procurados pela Agência Estado, não foram localizados.
De acordo com o comunicado, o negócio inclui os demais acionistas da CRT - Banco Bilbao Vizcaya (BBV), Iberdrola, Portugal Telecom e RBS, integrantes do Tele Brasil Sul - e ainda está está sujeito à aprovação do conselho de administração da Tele Centro Sul e dos outros controladores. O acordo foi comunicado à Agência Nacional de Telecomunicaçoes (Anatel), que determinou o afastamento do TBS 18 meses depois que a Telefônica ter adquirido o controle da Telesp fixa.
Hoje à tarde a 9ª Vara Federal de Porto Alegre já havia concedido liminar que impede o BBV, a Iberdrola e a RBS de votarem na Assembléia Geral Extraordinária (AGE) de amanhã (29) para escolha do novo conselho de administraçao da CRT.
As três empresas reivindicavam direito a voto depois que o TBS transferiu a elas parte de seu capital, equivalente a 13% das açoes ordinárias da operadora gaúcha, dia 17. A operação foi comunicada formalmente ao mercado na semana passada, por intermédio de fato relevante.
Se o direito fosse confirmado, a participação somada do BBV, Iberdrola e RBS superaria os 8% da TCS e elas poderiam assumir o controle do conselho. Este impasse foi a razão da não realização da AGE do último dia 17, pois a Tele Centro Sul não reconheceu as três empresas como acionistas individuais da CRT, e sim como integrantes do Tele Brasil Sul.
Na liminar concedida hoje à tarde, o juiz substituto da 9ª Vara Federal de Porto Alegre, Eduardo Philippsen, argumenta que os sócios que receberam ações da CRT até então pertencentes ao TBS também fazem parte da Telesp fixa. Ele também diz que a operação deveria ter sido aprovada pela Anatel, o que não ocorreu.


