Telefónica enfrenta barreiras no Chile e CTC fica fora da oferta
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2000
Por Vladimir Goitia 
São Paulo, 13 (AE) - A agressiva oferta da Telefónica para ampliar a sua participação nas suas subsidiárias na América Latina não atingiu a Compañia de Teléfonos de Chile (CTC) porque os estatutos das companhias abertas no país determinam limites máximos de concentração de ações que não podem ser ultrapassados.
O estatuto da CTC, por exemplo, permite apenas concentração acionária de no máximo 45%. Atualmente, a Telefónica detém 43,6% das ações da companhia chilena, razão pela qual não poderia fazer oferta de aquisção de ações superior ao limite estipulado no seu estatuto.
Para ampliar esse limite, a CTC teria de mudar seu estatuto e, depois, ser aprovado pelo Banco Central do Chile. Mas, dada a "pressa" da Telefónica para ampliar o controle em suas subsidiárias, não haveria tempo hábil para as mudanças nos estatutos e nas normas do BC.
Fontes do mercado financeiro chileno, informaram à Agência Estado, por telefone de Santiago, que as mudanças nos estatutos da CTC devem ocorrer de alguma forma no médio prazo, razão pela qual as ações da CTC na Bolsa de Santiago chegaram a subir 20%. Agora há pouco, os papéis da companhia chilena subiam 13,1%.
O BC chileno também poder mudar esses limites, mas o governo do presidente Eduardo Frei, que deixa o cargo em 11 de março deste ano, não quer comprometer-se com esss possível mudança das normas do BC. Outra barreira para a Telefónica no Chile são as AFPs (Associação dos Fundos de Pensão). Atualmente, os fundos de pensão chilenos detêm 15% das ações da CTC. "As AFPs não aceitariam ações em troca. O negócio delas é dinheiro, para ampliar seu investimentos no mercado interno e externo", resumiu essa fonte.


