Brasília, 05 (AE) - O presidente da Telefônica International, que controla a Telesp Participações e Tele Leste Celular Participações, Juan Vilalonga, afirmou hoje que serão mantidos os investimentos de mais de R$ 3 bilhões previstos para 1999 no País. "A companhia não só mantém, como vê incrementada a sua confiança no Brasil", afirmou Vilalonga depois da audiência com o presidente Fernando Henrique Cardoso. O presidente do grupo Telefônica ressaltou que a empresa já investiu R$ 13 bilhões no País.
"Isto significa que em 1999 vamos instalar só em São Paulo mais de 2 milhões de linhas e no Rio e Espírito Santo vamos duplicar o número de celulares", afirmou. A meta da Telefônica é ampliar de 770 mil acessos celulares para 1,5 milhão de terminais na Tele Leste Celular.
"Temos a confiança total na economia brasileira com as medidas que serão tomadas de política monetária e fiscal", disse Vilalonga. Ele acredita que o real já alcançou os índices máximos de desvalorização, haverá em breve a redução das taxas de juros e a inflação será controlada.
No dia 27 de janeiro, o grupo Telefônica antecipou o pagamento de R$ 7 bilhões, liquidando a totalidade de dívida que tinha com o governo brasileiro. "Pagamos porque cremos que o real está começando a se valorizar", disse. A desvalorização do real, segundo Vilalonga não deve interferir nos investimentos realizados no País.
A empresa anunciou no dia 26 de novembro passado que iria investir R$ 4,6 bilhões em 1999. "Nós entramos no Brasil com ou sem desvalorização e os investimentos deste ano tratam de satisfazer a demanda", afirmou.
O presidente da Telefônica não quis comentar as críticas à qualidade dos serviços prestados pela empresa em São Paulo. "Esta é uma questão de detalhes e as pesssoas mais adequadas para respondê-la são os presidentes das companhias", afirmou. "Como presidente do grupo só posso estar a favor de aumentar a qualidade dos serviços." Segundo ele, para aumentar a qualidade é preciso primeiro por as linhas em funcionamento.

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