Brasília, 16 (AE) - O presidente da Telefônica, Fernando Xavier, garantiu hoje que, até o final de abril, não haverá nenhum plano de expansão vencido. Ele reafirmou que a meta da empresa é instalar 2 milhões de novas linhas em São Paulo este ano.
Os planos vencidos, disse ele, foram reduzidos de 138 mil para 120 mil em janeiro, para 95 mil em fevereiro e para 55 mil em março.
Xavier disse que a Telefônica fará em São Paulo o que a Telebrás fez em um ano (1997) em todo o País. Ele foi ao Ministério das Comunciações expor ao ministro Pimenta da Veiga as ações da empresa, que vem enfrentando muitas reclamações dos usuários paulistas.
Segundo ele, esses problemas serão resolvidos até abril. Xavier atribuiu tais problemas à necessidade de a Telefônica expandir a rede para atender os plano de expansão vencidos. Para isso, explicou, a empresa ampliou em 50 o número de centrais de comutação que existiam antes da privatização (75) em São Paulo.
Xavier disse ainda que os problemas são conjunturais, com prazo definido para serem resolvidos e que o público tem de entender que o resultado final será a melhoria dos serviços. Xavier disse que a empresa teve "um gargalo" com mão-de-obra qualificada no final do ano e, por isso, a expansão das redes sofreu um atraso.
Citou também o problema de congestionamento no serviço de atendimento ao consumidor pelo número 103, salientando que tudo foi resolvido com a empresa dobrando o número de atendentes.
Tarifas - Quanto a tarifas, a Telefônica pode, pelo contrato, aumentá-las a partir de junho, mas a empresa não está pensando nisso no momento, segundo Xavier.
Ele procurou explicar o sistema de compras da Telefônica: as condições gerais das compras são definidas em Madri, mas a contratação é regional, feita em acordo com a Ericsson Mundial. Xavier disse também que a empresa poderá comprar uma central telefônica de tecnologia nacional - a central trópica.
Ministro - As afirmações de Xavier quanto à questão das compras foram feitas depois que o ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, condenou qualquer escolha de fornecedores baseada na nacionalidade. Pimenta disse hoje, após o encontro, que o governo não vai aceitar nem discriminação de empresas brasileiras nem privilégio a empresas nacionais.
O ministro confirmou que acertou com Xavier um prazo de 45 dias para que a Telefônica supere as dificuldades mais agudas do serviço telefônico de São Paulo. Segundo Pimenta, as explicações dadas por Xavier foram consideradas "razoáveis". O ministro disse que não está preocupado, por enquanto, com punições. "Vamos esperar os resultados", afirmou.

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