Telefônica diz que chamadas pelo método antigo não causaram pane
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sábado, 24 de julho de 1999
Por Renata Rondino 
São Paulo, 25 (AE) - O vice-presidente de negócios da Telefônica, Stael Prata Filho, negou hoje que a decisão da empresa de não bloquear chamadas interurbanas realizadas pelo método antigo tenha sido a causa da pane ocorrida no sistema DDD nos seus primeiros dias de implantação. Segundo reportagem publicada hoje pelo jornal "Folha de S.Paulo", em 30 de junho, três dias antes da entrada do novo sistema em operação, presidentes das operadoras de telefonia fixa reuniram-se com representantes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel); o presidente da Embratel, Dílio Penedo, teria dito que as suas centrais não suportariam o volume de chamadas discadas pelo método antigo.
"Naquele dia reafirmamos que não bloquearíamos as chamadas e a Embratel disse que faria essa interceptação. Não foi anunciado o caos. Todos diziam que estavam preparados", disse Stael. Ele afirmou também que no dia 1º de junho os técnicos de Telefônica e Embratel reuniram-se e que, naquele dia, a empresa espanhola já teria informado que completaria as chamadas realizadas sem o código da operadora, e que os técnicos da concorrente concordaram em fazer a interceptação.
"A pane no sistema DDD não está relacionada com a interceptação ou não de chamadas", disse o executivo. "Tanto é que, em outras áreas, houve um acordo com as operadoras locais para isso e, ainda assim, houve problemas. Os problemas foram causados por problemas nas centrais da Embratel", acrescentou. A Telefônica vai divulgar amanhã, nos principais jornais do País
um comunicado com algumas considerações a respeito dessas questões.
Stael afirmou ainda que a Telefônica não estava em desacordo com o regulamento da Anatel quando decidiu que não iria bloquear as chamadas interurbanas realizadas pelo método antigo. "O regulamento da Anatel não aborda aspectos da responsabilidade de interceptação de chamadas", afirmou. "Qualquer uma das operadoras poderia se responsabilizar por isso. A Embratel argumenta que a interceptação é mais simples nas operadoras locais porque estão mais próximas do cliente. Achamos que o argumento é falho, porque a Embratel tem muito menos centrais a serem reprogramadas do que a Telefônica."
A Telefônica vai começar a interceptação de chamadas pelo método antigo a partir do próximo dia 27 em alguns pontos da capital. A partir daí, o processo será gradual até atingir todo o estado. Segundo Stael, é possível que entre dez e quinze dias todas as localidades já estejam operando integralmente no novo sistema, com exceção de 100 municípios que ainda não foram incorporados, e que serão incluídos até dezembro do ano que vem.


