Ribeirão Preto, SP, 03 (AE) - A Telefônica assumiu hoje a Centrais Telefônicas de Ribeirão Preto (Ceterp), compôs sua diretoria e inicia as metas para o primeiro semestre, principalmente investindo em serviços de alta velocidade (speedy) para o acesso à Internet. O presidente da Telefônica, Fernando Xavier Ferreira, disse que os investimentos previstos pela própria Ceterp serão mantidos, ou seja, R$ 52 milhões para os aparelhos fixos e R$ 18 milhões para os celulares.
A subsidiária Ceterp Celular será vendida até o final do primeiro semestre e Ferreira confirmou que a Portugal Telecom já manifestou interesse em sua aquisição.
"Vamos integrar Ribeirão Preto com o resto do Estado, introduzindo as novas plataformas tecnológicas, para acessar a Internet, durante o primeiro semestre", disse Ferreira, em entrevista coletiva ao lado do futuro presidente da Ceterp, Stael Prata Silva Filho. A empresa de telefonia de Ribeirão Preto foi privatizada e adquirida em 22 de dezembro, pelo valor mínimo, R$ 208,9 milhões, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
A Telefônica já possui quase 75% das ações da Ceterp, já que, em 30 de dezembro, foram adquiridas as pertencentes aos fundos Previ, Sistel e Telos - com 40% de deságio em relação ao preço pago à prefeitura, ou seja, pouco mais de R$ 125 milhões. Até o final de janeiro, os sócios minoritários deverão receber propostas de compra de suas ações, também com deságio de 40%, ou seja, por R$ 12,00 cada lote de mil ações.
Ferreira informou, também, que existe a possibilidade de uma empresa, ligada ao grupo Telefônica, em abrir um departamento de call center na cidade, que geraria cerca de 1.000 empregos. Por ser um nome forte na região, o nome Ceterp continuará, mas, gradativamente, poderá ser mudado. Os serviços também deverão ser integrados com o modelo usado no Estado de São Paulo, mas sem mudanças repentinas e bruscas.
Pela regulamentação estabelecida pelo governo, o código de acesso (16) será mantido, pelo menos por enquanto. Os cerca de 1.000 funcionários terão estabilidade até setembro e a intenção, segundo Ferreira, é "ter bons parceiros (recursos humanos) no futuro".