Marcos Zanatta
De Maringá
Até o final do ano, Nova Esperança (35 km a oeste de Maringá), com população de 26 mil habitantes, terá sistema de telefonia celular. A cidade é a única entre Maringá e Paranavaí onde o celular ‘‘não pega’’, mesmo assim, cerca de 500 moradores têm aparelhos habilitados em cidades vizinhas.
‘‘A gente fica constrangido quando chega alguém com celular na cidade e tenta fazer uma ligação’’, diz o coordenador de gabinete da prefeitura, Adenilson de Souza. Ele acha que a cidade ‘‘perde’’ com a falta do sistema. Muitas pessoas que estão na cidade a negócios preferem passar a noite em Maringá ou Paranavaí por causa do celular.
‘‘A Telepar chegou a abrir licitação para instalar uma torre em Nova Esperança, há mais de cinco anos’’, lembra Souza. ‘‘Não sabemos porque a iniciativa não foi em frente’’. As pessoas que têm celular na cidade, a maior parte empresários, usam o aparelho quando estão fora de Nova Esperança. ‘‘A partir do posto da saída já é possível pegar o sinal, mas ninguém vai ficar saindo da cidade para usar o celular’’, explica.
Souza recorda que quando o telefone fixo apresentou problemas de ligações interurbanas, na mudança de numeração de discagem, muitas pessoas iam até o posto para telefonar. Os moradores não se conformam também porque Nova Esperança é uma cidade plana, sem problemas para a transmissão do sinal.
‘‘Acho que uma antena instalada em um ponto estratégico solucionaria o problema’’, afirma o advogado Marcelo Matsuguma, que também tem um aparelho habilitado em Maringá. ‘‘A gente perde serviço por causa da falta de celular’’, queixa-se. A Telepar informou que comprou um terreno e está iniciando a construção de uma torre da telefonia celular.

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