Tele Centro Sul quer ser majoritária na CRT
Brasília, 14 (AE)- O presidente da Tele Centro Sul, Henrique Neves, afirmou há pouco, em entrevista coletiva, que a empresa tem interesse em ser majoritária na Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT). A Tele Centro Sul já manifestou ao presidente da Telefônica do Brasil, Fernando Xavier Ferreira, o interesse em adquirir as ações que os espanhóis têm na CRT. Segundo o Plano Geral de Outorgas, a Telefônica, que é majoritária na Telesp Participações, tem que se desfazer, até o final de janeiro do ano 2000, de sua participação na CRT.
Segundo Neves, a Tele Centro Sul está em processo de seleção de uma instituição que dará assessoria financeira para o negócio. A Telefônica, segundo ele, tem hoje 45% das ações da CRT enquanto a Tele Centro Sul tem apenas 8% das ações ordinárias da empresa. Segundo fontes do mercado, a compra das ações da Telefônica é um negócio estimado em mais de R$ 1,2 bi.
A Tele Centro Sul pretende analisar juridicamente as implicações da decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), de fatiar a empresa-espelho da área 2. Segundo Neves, a opção de fatiamento da licença, como foi anunciada pela Anatel na semana passada, não é a melhor forma de fazer a competição nos estados das regiões Sul, Centro-Oeste, além de Tocantins, Acre e Rondônia. Na opinião de Neves, a possibilidade de fatiar a licença da empresa-espelho vai concentrar os interesses dos investidores em áreas de maior concentração de riquezas, enquanto as outras áreas serão abandonadas pelos investidores. "Estamos analisando o assunto sob a ótica da Lei Geral das Telecomunicações, do Plano Geral de Outorgas e dos Editais", afirmou Neves, em entrevista coletiva concedida hoje.
Campanha - A Tele Centro Sul, que está lançando hoje a campanha publicitária para as ligações de longa distância na sua área de concessão, pretende brigar para que o governo federal escolha o seu serviço. "É natural que o governo opte pelo serviço mais barato e de melhor qualidade", disse o presidente da Tele Centro Sul, Henrique Neves. Segundo ele, a receita obtida com as ligações governamentais é muito grande, o que tornará inevitável a disputa entre as operadoras de longa distância.





