Tele Centro Sul defende licitação para operadora de interurbano
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domingo, 13 de junho de 1999
Por Gustavo Paul 
Brasília, 14 (AE) - A Tele Centro Sul (TCS), uma das quatro grandes companhias de telefonia do País, poderá entrar na justiça caso o governo federal, além dos Estados e municípios, não abram licitações para escolha da operadora de interurbano para uso cotidiano dos órgãos e repartições públicas. O presidente da TCS, Henrique Neves, afirmou hoje que considera "natural" que os governos procurem a menor tarifa e o melhor qualidade no serviço de telefonia e por isso não abre mão da licitação.
Segundo Neves, a receita das ligações efetuadas pelo governo federal a partir de Brasília, por exemplo, é significativa. "O governo representa muito para nós", afirmou o presidente da TCS, que engloba as operadoras de telefonia de nove Estados, além do Distrito Federal. "Vamos brigar para buscar e manter este mercado", avisou. As empresas poderão oferecer pacotes de tarifas mais baratas para os órgãos públicos.
Hoje a TCS, cujo código para as ligações de longa distância é 14, lançou formalmente sua campanha publicitária voltada para o início da competição, no dia 3 de julho. O principal objetivo da campanha é recuperar o espaço já conquistado entre os usuários pela Embratel, que começou suas propagandas mais cedo. A TCS também anunciou que poderá fazer ligações interurbanas a partir dos Estados de sua região para todo o Rio Grande do Sul e não apenas para a cidade de Pelotas, onde tem a concessão para operar.
Concorrência - A TCS defende que os governos federal, estadual e municipal de todo o País, promovam pelo menos três concorrências distintas para o fornecimento de chamadas interurbanas para os órgãos públicos. A primeira seria para as ligações locais, nas regiões onde haverá concorrência entre as concessionárias e as empresas-espelho. A única região que ainda não tem a concorrência, por sinal, é a da TCS.
A segunda concorrência, e a que mais interessa à TCS, seria para as chamadas feitas dentro das regiões de concessão. Nestas áreas a disputa, a partir de julho, já ocorrerá entre as concessionárias e a Embratel. Por fim, a terceira concorrência será nas chamadas internacionais e entre as regiões, que a partir de dezembro serão feitas pela Embratel e a Bonari.


