Brasília, 7 (AE) - O diretor responsável pela implementação das mudanças no sistema de telefonia de longa distância da Tele Centro-Sul (TCS), Paulo Zuculli, responsabilizou hoje a Embratel pelas dificuldades ocorridas nos últimos quatro dias. "A TCS consegue perceber um alto grau de falhas quando entrega para a Embratel as chamadas interurbanas destinadas para fora de nossa área de atuação, principalmente os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro", afirmou.
A TCS promete entregar amanhã ao ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, na reunião com os representantes de todas as operadoras, uma vasta documentação mostrando a isenção da empresa no colapso. "O ônus da prova cabe às operadoras. Mas tudo está documentado com os índices do nosso bom desempenho para provar que não tivemos nenhuma responsabilidade", afirmou o diretor-adjunto de Assuntos Regulatórios, Manuel Ribeiro.
Segundo Paulo Zuculli, a TCS está tendo prejuízos - ele não soube informar quanto - com o bloqueio parcial de chamadas originadas dentro da área da empresa, que abrange oito Estados mais a cidade de Pelotas (RS), e destinadas para outras regiões. Hoje, por exemplo, de cada dez chamadas feitas de Brasília para São Paulo, três eram interrompidas automaticamente pela Telebrasília (uma das operadoras da TCS). O bloqueio parcial também foi feito em outras cidades e chegou até a 80% das chamadas feitas a partir de Curitiba para São Paulo, às 16h de segunda-feira.
"É um artifício previsto pela regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para reduzir o congestionamento na rede nacional", afirmou o diretor da TCS. Ele admitiu que esse procedimento prejudica o consumidor, que fica com a sensação de que a chamada não foi completada porque o número estava ocupado. Zuculli informou que os testes realizados pela empresa não foram em tráfego real, o que somente foi possível a partir do momento da implementação das mudanças.

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