Brasília, 21 (AE) - O consórcio Tele Brasil Sul depositou hoje, no banco Credit Suisse First Boston Garantia as ações que detém na Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT). O depósito das 85,19% ações ordinárias da empresa foi uma condição imposta pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) depois de os papéis para a Tele Centro Sul (TCS) não terem sido vendidos no prazo.
Na segunda-feira passada, o conselho de Administração da TCS aprovou a compra das ações, mas os detalhes da negociação ainda precisavam ser aprovados pela Telecom Italia, sócia da TCS. Hoje a sede da operadora, em Roma, ainda não havia dado o sinal verde para a operação. Assim, vencido o prazo dado pela Anatel, os papéis foram depositados no fundo.
A partir do dia 21 de março, o fundo tem um prazo de 90 dias para concluir o negócio, vendendo as ações. As regras de criação do fundo fideicomisso (gerido por instituição financeira) foram divulgadas na sexta-feira passada.
Este fundo será investido de poderes especiais para vender as ações ordinárias da CRT. Ele também poderá exercer com independência os direitos de propriedade, sem direito de voto e veto na empresa.
A constituição deste fundo foi uma imposição da Anatel anunciada em 5 de fevereiro. Naquela data a agência afastou a TBS da gestão da CRT e deu um prazo de 45 dias para a conclusão das negociações de venda da operadora.
Desde a privatização do Sistema Telebrás, em julho de 1998, a Telefônica tinha um prazo de 18 meses para se desfazer da CRT, pois a legislação não permite que ela tenha duas concessões de telefonia fixa no País.

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