Teka decide só se pronunciar após ser citada sobre denúncia da Procuradoria da República
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quarta-feira, 05 de maio de 1999
Por Hugo Marques, especial para a AE 
Brasília, 06 (AE) - A empresa Teka Tecelagem, de Blumenau (SC), vai aguardar a Procuradoria da República no Pará impetrar a ação criminal para apresentar sua defesa. Segundo o advogado da empresa, Haroldo Pabst, a Teka ainda não recebeu nenhum comunicado oficial que seria denunciada por supefaturamento de terras. Pabst preferiu não entrar em detalhes sobre a operação realizada pela empresa.
A Teka é uma das empresas que acusadas de fazer parte da chamada "máfia da terra", que apresentou terras superfaturadas e inexistentes ao Instituto Nacional do Serviço Social (INSS), em troca de dívidas que têm junto ao órgão. Estas terras seriam utilizadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para assentamento de sem-terra.
"A Teka Tecelagem ainda não recebeu uma posição oficial", disse Haroldo Pabst, "por isso vamos aguardar para eventual pronunciamento", disse. A reportagem tentou falar com outras empresas acusadas de desviar recursos obtidos junto à Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia. O nome da Companhia de Mecanização da Amazônia (CMA), apontada como uma das principais fraudadoras, nem aparece nas listas telefônicas do Estado do Pará. Há empresas com nomes semelhantes, mas que não teriam ligação com a CMA, grupo acusado de desviar R$ 20 milhões repassados pela Sudam.


