Tees confirma consulta mas nega recrutamento
Curitiba- O diretor da Tees Brazil, Kevan Gilles, informou ontem por meio de nota de esclarecimento que a empresa foi consultada pela empresa canadense sobre a viabilidade de recrutar, selecionar e treinar policiais brasileiros e militares da FAB para trabalhar no Iraque. Entretanto, Gilles afirma ter solicitado uma análise legal sobre a questão. Ao mesmo tempo, ele teria emitido nota no site da Tees informando sobre o projeto a fim de verificar a existência de interessados na prestação do serviço.
''Entretanto, seja em razão do conteúdo do parecer resultante da análise legal sobre o assunto, que apontava numerosos requisitos para atendimento das formalidades legais, seja em virtude da crescente instabilidade no Iraque, optamos por não dar prosseguimento à solicitação da empresa canadense'', diz a nota oficial.
Gilles esclareceu que não pode ser citado como um dos recrutadores, já que não chegou a efetivar qualquer tipo de contratação formal. Ele informou ainda que não tem qualquer intenção de realizar, no futuro, a seleção e o recrutamento de brasileiros para trabalhar no Iraque.
A Tees foi fundada em 1991 em Memphis (EUA). A organização chegou no Paraná em 1999 e se instalou numa área de 40 hectares, localizada entre duas montanhas e cercada por uma mata densa com trilhas irregulares. Desde então promove cursos voltados para policiais militares, civis, rodoviários e federais. Entre os dias 19 e 20 de fevereiro, por exemplo, está previsto o curso ''Táticas Urbanas para Confrontos Armados'' com duranção de dois dias e uma noite e custo total de R$ 800. Em março, estão previstos cursos de operações em selva, táticas avançadas de combate urbano, arrombamento tático com explosivos, resgate de reféns e mandados de alto risco. A empresa possui policiais na estrutura interna e dá consultoria para a Polícia Civil do Paraná.
Ontem, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República informou que o governo brasileiro está acompanhando a denúncia de supostas contratações de brasileiros para trabalharem em segurança no Iraque. Segundo nota oficial, a Abin diz ter ''conhecimento do fato desde o segundo semestre de 2004, com a produção de relatórios que foram encaminhados aos órgãos governamentais relacionados com o tema para levantamento de possíveis irregularidades''. O governo brasileiro foi contra à invasão no Iraque e recomendou, no início deste mês, que os cidadãos brasileiros não viajassem para o Iraque a não ser em casos de extrema necessidade por cnta do quadro de alto risco de segurança.(L.P.)





