Apesar do alto custo - cada placa de pele artificial que recobre poucos centímetros do corpo custa cerca de R$ 9 mil -Marchese defende o tratamento como uma ''solução inteligente'' e de possível utilização no Sistema Único de Saúde (SUS).
''É o caro que sai barato'', afirma, explicando que o custo hospitalar de um paciente com queimaduras graves e tratamento convencional é três vezes superior ao tratamento com a pele artificial. Isto por causa do uso de antibióticos caros, do tempo de internação hospitalar e dos múltiplos enxertos de pele no paciente.
Em Londrina, o médico espera que a nova tecnologia seja utilizada não apenas por pacientes particulares, mas através do SUS tão logo seja concluída a construção da ala de tratamento de queimados do Hospital Universitário (HU). A construção foi iniciada em fevereiro, e, segundo a assessoria de imprensa do hospital, deve ser finalizada até o final do ano. ''Acho que vamos conseguir, Londrina sempre foi um centro pioneiro de tratamento'', afirma.
Hoje, no Brasil, o alto custo permite o uso da pele artificial em apenas partes do corpo, como a face, articulações e mama. ''Nos Estados Unidos e Europa é usado no corpo todo'', ressalta. (C.P.)

mockup