Rio- Considerando uma produção anual que oscila entre 600 e 800 milhões de unidades por ano e duas fábricas de reciclagem comercial licenciadas para o serviço, uma em Suzano (SP) e outra no Rio Grande do Sul, é possível imaginar a quantidade de pilhas portáteis espalhadas por todo o território nacional. A reciclagem é complicada, pois o produto é composto por várias substâncias, explica Júlio Carlos Afonso, pesquisador do Departamento de Química Analítica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Há 12 anos pesquisando resíduos sólidos, dos quais cinco dedicados a pilhas e baterias, Afonso desenvolveu uma nova técnica de reciclagem do produto.
Os testes foram realizados nas pilhas e baterias do tipo zinco-manganês e alcalina-manganês, de uso doméstico, em aparelhos como rádios e brinquedos, por exemplo. Por meio de uma fusão da pasta eletrolítica das unidades realizada a 600ºC, foi possível obter uma quantidade menor de produto final tóxico, composto de manganês, mercúrio e zinco.
Apesar do avanço conquistado, o processo precisa ser aprimorado, já que a técnica exige a separação mecânica de um dos componentes da pilha, além de usar água. O desenvolvimento de tecnologia para reciclagem, segundo o pesquisador da UFRJ, é fundamental, porque a deterioração de pilhas e baterias em larga escala, de alguma forma, vai acabar afetando o solo.(K.R.)

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