Tecnologia facilita atos de intolerância, diz NRE
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quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Simoni Saris <br> Reportagem Local 
Segundo a chefe do NRE (Núcleo Regional de Educação) de Londrina, Luzia Maria de Jesus Alves, as atividades de combate e prevenção ao bullying nas escolas da rede estadual de ensino estão inseridas no currículo das disciplinas trabalhadas pelos professores em sala de aula. "Cada escola faz um trabalho diferenciado de acordo com a realidade da própria instituição, dependendo da comunidade onde está inserida e do índice de violência, se é maior ou menor", comenta.
Cursos de formação disciplinar também acontecem durante o ano e nessas ocasiões e todos os profissionais da escola, de todos os níveis, são preparados para lidar com a questão da violência não só em sala de aula, mas em todo o ambiente escolar. "Quando tem um ato de violência mais simples, ele é tratado entre a equipe pedagógica, diretoria e aluno. Se é algo mais sério, a Patrulha Escolar pode ser acionada e chamamos também a família e o núcleo", destaca a chefe do NRE.
Há oito anos atuando no núcleo, Alves disse que não é possível perceber um aumento significativo dos casos de bullying, mas reconhece que a facilidade de comunicação propiciada pela tecnologia e pelas redes sociais reforçou a intolerância e encorajou as provocações no ambiente virtual. "Quando ele não mostra a cara, se sente mais corajoso em fazer uma provocação. A tolerância diminuiu, as crianças e adolescentes não sabem lidar com as diferenças, as frustrações, com os nãos. Há uma falta de limites e os pais não acompanham tanto. Acreditamos que o melhor caminho é a prevenção", afirma a chefe do NRE.(S.S.)


