Se toda a pesquisa correr dentro do previsto, dentro de dois anos os brasileiros poderão estar usando o equipamento, segundo Juliana Ferraz Sallum, chefe do setor de retina e vítreo da Unifesp. O maior obstáculo poderá ser a importação do produto. A vice-coordenadora do grupo Retina São Paulo, Maria Júlia da Silva Araújo, sofre de retinose desde os 14 anos e se empolgou ao ver como funciona o olho biônico.
‘‘A doença é progressiva, nos casos brandos como o meu, a gente perde a visão aos poucos, mas tem gente que em menos de um ano fica completamente cega’’, explicou ela. Maria Júlia parou de jogar vôlei e não pode dirigir, por exemplo, porque perdeu parte do campo de visão lateral e ficou sem a noção de espaço. Atualmente, ela faz um tratamento experimental com palmitato de vitamina A, uma variação química da vitamina A, para tentar evitar a progressão da doença.
A tecnologia não poderá ajudar qualquer tipo de pessoa que tenha problema de visão. ‘‘O paciente deve ter o nervo ótico funcionando corretamente’’, ressaltou Humayun. A pessoa também não pode apresentar uma retina muito alterada ou ter problemas no córtex cerebral, que tem como uma das funções receber os estímulos visuais para formação das imagens no cérebro.
De acordo com Juliana Sallum, quem sofre de retinose, doença de Stargarbt, distrofia de Cones, degeneração macular relacionada à idade, síndrome de Usher, todas doenças degenerativas da retina, pode se tratar com o uso do olho biônico. (A.E)

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