Tecnologia ajuda indústria de lingerie a ampliar vendas
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domingo, 22 de agosto de 1999
Por Claudia Bredarioli 
São Paulo, 23 (AE) - A lingerie que aperfeiçoa a forma e agrada ao toque é a principal arma de fabricantes e fornecedores do setor na expectativa de atender o crescimento previsto em, pelo menos, 15% das vendas no mercado brasileiro de meias e moda íntima para este ano. A tecnologia utilizada permite, por exemplo, pôr água e óleo no enchimento de um sutiã, o que aumenta o volume e sustentação; ou creme hidratante na meia-calça, para evitar que pele fique ressecada.
As novidades, apresentadas nesta semana na 7ª. edição da Íntima Tex, promovida pela Guazelli Feiras Messe Frankfurt, disputam espaço no mercado com outra estratégia adotada pelas confecções para conquistar as consumidoras: o licenciamento de marcas. Com isso, além da personagem Tiazinha, Feiticeira, Hebe Camargo, Adriane Galisteu, Ana Maria Braga e Milene Domingues, namorada de Ronaldinho, ajudam a vender, de maneira mais rápida, meias, sutiãs, calcinhas e camisolas.
"A consumidora brasileira procura cada vez mais produtos que realcem atibutos e lhe tragam algo a mais", diz Paula Limena, da DuPont, empresa que desenvolveu o enchimento para sutiã. O mercado de lingerie movimenta no Brasil cerca de R$ 2 bilhões por ano. Há mais de mil confecções e dez delas são responsáveis por 20% do faturamento total. A desvalorização do real diante do dólar abalou o setor no primeiro semestre, obrigando empresas importadoras a reverem suas estratégias.
Luiz Caiuby, por exemplo, revendedor da marca Maidenform, desenvolveu linhas próprias, uma delas licenciada da Disney, chamada Mickey Unlimited.


