Técnicos vão marcar peixes no Rio Paraná
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sexta-feira, 19 de setembro de 1997
Antônio França 
Ney de SouzaMarca fixada na nadadeira dorsal permite acompanhamento da migraçãoCientistas e técnicos brasileiros, paraguaios e argentinos das hidrelétricas de Itaipu (Foz do Iguaçu) e Yacyretá (Argentina) vão marcar cerca de 27 mil peixes do Rio Paraná até o ano 2000. A marca será fixada na nadadeira dorsal dos peixes e será uma forma de acompanhar a migração durante o período de piracema. Para esse trabalho, os pescadores terão que colaborar e informar as usinas sobre a captura.
Até outubro, os peixes terão acesso do Rio Paraná ao reservatório da usina de Itaipu pelo canal da barragem. Esse canal vai permitir que façam uma rota migratória que até então estava interrompida com a construção das barragens de Itaipu (Brasil-Paraguai) e Yacyretá (Paraguai-Argentina).
A marcação dos peixes será feita com uma cápsula de plástico e será desenvolvida até o ano 2000. O objetivo principal é descobrir o grau de eficiência do canal. As marcas são cápsulas de 35 milímetros de comprimento e dois gramas de peso com um bilhete numerado.
Quando o peixe for fisgado, o pescador terá que informar, através dos Correios, a espécie fisgada, tamanho e endereço de quem pescou. Essas orientações estarão dentro da cápsula e o pescador que enviar a resposta vai receber um brinde.
Com base nas informações dos pescadores, será possível comparar os locais onde os peixes foram soltos com os locais das capturas.
Com esses métodos, os peixes - que em alguns casos precisam percorrer até 400 quilômetros para reproduzir - vão chegar até os rios do Mato Grosso do Sul, onde poderão desovar.


