Técnicos estimam derrame de 7 mil litros de óleo no canal de São Sebastião
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domingo, 19 de março de 2000
Por Júlio Ottoboni 
São Sebastião, SP, 20 (AE) - Os técnicos da Petrobras chegaram à conclusão de que cerca de sete mil litros foram derramados no canal de São Sebastião na noite da última quinta-feira. A mancha foi formada depois do transbordamento de um dos tanques do navio Mafra. Até o momento, os impactos ambientais são considerados pequenos ou insignificantes nas áreas atingidas, tanto na costa continental como na Ilhabela. O produto que vazou é muito fino e formou uma película oleosa sobre a superfície do mar, que impossibilitou a recolha do material.
As primeiras estimativas mostravam que 450 litros de óleo teriam alcançado às águas do canal. O navio causador do problema vinha da bacia de Campos (RJ) e descarregava no pier da Petrobras. O Centro Modelo de Combate à Poluição de àleo no Mar, órgão da estatal, tem sobrevoado a área atingida e mantido equipes nas praias de São Sebastião e Ilhabela para a recolha das pequenas borras que alcançam as areias ou os costões rochosos.
Duas grandes manchas de óleo se formaram no canal, migrando tanto para a região sul como para o norte. Apesar de estreita, a faixa poluída chega a oito quilômetros de comprimento. No entanto, é pequena a possibilidade de estas formações atingirem as praias de Caraguatatuba ou da região de Santos. Segundo avaliação da empresa, o produto poderá seguir para alto mar ou dissolver-se naturalmente dentro de algum tempo.
Os engenheiros e técnicos da Petrobras sobrevoam a área atingida várias vezes por dia, além de manter um acompanhamento constante de seu deslocamento na superfície do oceano. O navio que provocou a descarga pertence à Frota Nacional de Petroleiros (Fronape). Apesar do ocorrido, as atividades de pesca artesanal continuam na região e até o momento inexiste mortandade de peixes.


