Guarujá, 10 (AE) - Familiares do jovem Jefferson Henrique Brito Vieira, de 16 anos, que faleceu sábado passado, na UTI do Hospital Santo Amaro, formalizaram o pedido de inquérito policial para apurar responsabilidades pelo óbito. Jefferson tomou injeções de diclofenaco de sódio e benzilpenicilina, no Pronto Socorro de Vicente de Carvalho, após ferir o pé em um jogo de futebol. Segundo José Roberto Alves Vieira Carvalho, advogado e tio do adolescente, "três horas após a aplicação do medicamento, o menino começou a ter febre e vomitar. O quadro foi evoluindo até a morte.
De acordo com Vieira, Jefferson faleceu com infecção generalizada, razão pela qual pede a punição dos responsáveis. Ele exime de culpa os médicos do Guarujá que prestaram socorro ao menino mas aguarda os resultados dos exames que estão sendo feitos nos lotes de ambos os medicamentos, pelo Instituto Adolfo Lutz, para tomar as providências cabíveis.
Suspeita-se que ambos os medicamentos, fornecidos pela Fundação para Remédio Popular (Furp), estejam contaminados. Os lotes foram recolhidos dia 4, pela Vigilância Sanitária do Guarujá, antes mesmo da morte de Jefferson e encaminhados para análise. Segundo a prefeitura, os resultados devem ser conhecidos dentro de 30 dias. Cerca de 50% dos medicamentos distribuídos pelas 26 unidades de Saúde do município são fornecidos pela Furp.
Técnicos da Fundação estiveram hoje na cidade para pedir informações sobre o caso, junto aos médicos que prestaram atendimento ao rapaz, no PS, e ao chefe da Vigilância Sanitária, Luiz Henrique Machado. Eles anotaram os números dos lotes de medicamentos recolhidos, visitaram o local de armazenamento e constataram que estava em boas condições.
O secretário de Saúde de Guarujá, Ricardo Auad, também aguarda os resultados das análises. Mas, a princípio, não acredita que o remédio esteja contaminado. "No PS aplicamos cerca de 150 injeções desse tipo, por dia, e só ele teve problema", comentou. De qualquer forma Auad espera os laudos do Adolfo Lutz uma vez que os lotes, inclusive as agulhas e seringas, foram interditadas e enviadas para análise.

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