Jaú, SP, 10 (AE) - Técnicos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), em Bauru (SP), e mergulhadores do Corpo de Bombeiros, de Jaú, passaram toda a tarde de hoje trabalhando no resgate ao corpo do caminhoneiro Sinésio Piazzi, que caiu da ponte que atravessa o Rio Jaú na madrugada de ontem. Os mergulhadores tentam resgatar, também, embalagens do herbicida Gramoxone que eram transportadas pelo veículo. A polícia suspeita que um problema nos freios tenha provocado o acidente. Antes de cair no rio, o caminhão ainda bateu na proteção da ponte. Eram transportados 4.080 frascos de cinco litros do herbicida. Parte do produto ficou no caminhão, outra foi arrastada pela correnteza e uma terceira, furtada por populares. A Cetesb e os bombeiros estão apelando a quem levou a mercadoria que a devolva, pois o uso inadequado pode provocar intoxicação grave e levar à morte.
O corpo do motorista, que permaneceu preso às ferragens do caminhão, foi levado pela água quando o veículo foi puxado por um guincho. Como o rio está acima do seu nível, o resgate tornou-se muito difícil. O gerente regional da Cetesb, Rogério Chini, disse que poucas embalagens foram danificadas. Por isso, até agora não ocorreu mortandade de peixes ou outros problemas. Mas os técnicos da empresa continuam monitorando a área. "O grande volume de água, causado pela chuva evitou o acidente ecológico", comentou. O ponto onde o caminhão caiu fica a 35 quilômetros do local onde o Rio Jaú deságua no Tietê.

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