Técnicos criticam exame para detectar drogas entre policiais
procurou na assinatura destes tratados de cooperação internacional a melhor estratégia de combate à produção, ao tráfico e consumo. Para ele o Brasil preciso combater o tráfico com ajuda externa.Por Renato Lombardi São Paulo, 26 (AE) - O exame para constatação do uso de drogas por policiais, a ser aplicado pela Secretaria da Segurança de São Paulo a partir do próximo ano e repudiado pelas entidades de classe da Polícia Civil, também sofre críticas do Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid). O último boletim informativo do Cebrid atesta que a proposta de controlar o uso de drogas por meio de exames compulsórios de urina ou sangue, colhidos em locais de trabalho e em escolas "é desrespeitoso e indigno". Segundo o parecer do Cebrid, do ponto de vista educativo, a medida reforçará atitudes de discriminação que "em muito já existem e não contribuem em nada com a educação preventiva do uso de drogas". A preocupação da sociedade com o problema das drogas, afirma o boletim, é grande "e o governo também tem esta preocupação". O Brasil saiu de uma posição defensiva de discussões pouco eficazes e da ação policial punitiva, para uma postura mais pró-ativa com a criação de setores de combate ao narcotráfico, analisa o Cebrid. Esdrúxulo - O boletim reproduz nota conjunta da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) e do Ministério da Educação (MEC) sobre a tentativa de se "adotar tão esdrúxulo procedimento no Brasil". Os dois setores do governo federal afirmam que a responsabilidade dos governos com o problema das drogas levou o Brasil a assinar diversos tratados bilaterais ou multilaterais. O secretário nacional antidrogas, Walter Fanganiello Maierovitch





