Técnicos-administrativos federais também param
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segunda-feira, 11 de junho de 2012
Rubens Chueire Jr. <br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os servidores técnicos-administrativos de todos os campi da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), do Instituto Federal do Paraná (IFPR) e da Universidade da Integração Latino-Americana (Unila) entraram em greve ontem, após a realização de assembleias. A paralisação se soma à mobilização dos professores universitários que suspenderam as aulas desde o último dia 17 de maio.
A categoria reivindica piso salarial de três salários mínimos - atualmente é de 1,8 salário mínimo - e também reajuste de 22%. Os servidores também são contra a Medida Provisória (MP) nº 568/2012, que altera a tabela salarial dos médicos e fixa um valor para o adicional de insalubridade.
A paralisação vai afetar o atendimento no Hospital de Clínicas (HC) da UFPR, na capital, além de prejudicar as aulas e o atendimento em todos os campi das instituições federais.
Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná (Sinditest), José Carlos de Assis, o último reajuste salarial da categoria, com impacto financeiro, foi em 2010. Em 2011, os técnicos-administrativos também realizaram uma mobilização para reivindicar melhorias. A greve durou 113 dias. ''Todos os setores das instituições ficarão comprometidos. A adesão é grande e cobramos melhorias nas condições de trabalho além do reajuste do piso salarial'', informou.
Hospital
Além da paralisação das atividades dos técnicos-administrativos, os médicos do HC, em Curitiba, vão parar por 24 horas em protesto contra a MP 568/2012, que muda a remuneração destes profissionais. Apenas o atendimento de urgência será mantido. Eles já se mobilizaram durante quatro dias há duas semanas.


