Os técnicos administrativos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e do Hospital Universitário (HU) também decidiram permanecer em greve em assembleias realizadas durante a tarde desta quinta-feira (11). Os professores da universidade já haviam optado pela manutenção da paralisação em assembleia ocorrida pela manhã. Os servidores voltam a se reunir na próxima quarta-feira (17), após as segunda e terceira votações do projeto de reajuste salarial do funcionalismo na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). "O presidente da Assembleia disse, durante a primeira votação, que vai rasgar o projeto caso os deputados apresentem emendas. Isso significaria reajuste zero aos servidores", argumentou o presidente da Assuel Sindicato, Marcelo Seabra, em entrevista ao Bonde.

Segundo ele, os servidores preferem acompanhar a votação do projeto com os serviços paralisados. "Não podemos correr o risco de o acordo firmado não ser cumprido pelo governo", justificou o sindicalista.

O projeto em discussão prevê pagamento de 3,5% de reposição em uma única parcela em outubro, referente à inflação entre os meses de maio e dezembro de 2014. Já em janeiro de 2016, conforme a proposta, seriam repostos 8,5% da inflação medida pelo IPCA durante este ano. Já em 2017, haveria aumento de 1% para quitar a perda salarial, além da reposição inflacionária do ano anterior.

Quase 500 servidores participaram das assembleias na tarde desta quinta-feira, e apenas 17 deles votaram pelo fim da greve.

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