O técnico David Parente, um dos maiores especialistas em fogos de artifício da Itália, vai debutar hoje em Copacabana, onde ocorre o mais conhecido réveillon brasileiro. Contratado pela churrascaria Marius, no Leme, ele já criou polêmica antes mesmo de lançar ao ar as 1,4 mil bombas que trouxe especialmente de seu país para festa. ‘‘Não gosto do show de fogos de Copacabana’’, afirmou. ‘‘O material não é muito bom, produz muita fumaça e há pouca variação de cor e formas.’’ As críticas de Parente, que nunca participou da festa ao vivo, são baseadas apenas em imagens de vídeo do réveillon passado, gravadas por seu pai, Romualdo.
O especialista italiano, que é um dos donos da empresa Parente Fire World, fundada por seu avô em 1951, tem um currículo invejável. Ele já foi responsável pelos fogos nos shows de vários artistas das cenas pop e clássica internacionais - entre eles, Pink Floyd, Rolling Stones, ACDC e os tenores Placido Domingo, Luciano Pavarotti e José Carreras.
Mas foi o trabalho na tradicional festa da Redentora, que ocorre sempre no segundo sábado de abril em Veneza, que tornou a empresa de Parente conhecida na Itália. Há 11 anos, ela faz o show pirotécnico da festa. Os fogos saem de seis barcos de 35 metros de comprimento fundeados em frente à praça de São Marcos. Esse ano, a Fire World será responsável pelo réveillon em 10 cidades italianas.
Para Copacabana, Parente trouxe 2,5 toneladas de fogos para fabricação de 1,4 mil bombas, distribuídas por 24 pontos de explosão. As bombas serão detonadas de dentro da Marius, a 500 metros da praia do Leme, pelo dono do restaurante, Marios Fontana. O método de detonação, único no mundo, é totalmente computadorizado e a ordem de explosão é dada por via de ondas de rádio. O show custou ao restaurante US$ 50 mil.

mockup