Técnico diz que quadra vai beneficiar a França
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segunda-feira, 12 de julho de 1999
Por Chiquinho Leite Moreira 
Pau, França, 13 (AE) - A rapidez da quadra de Pau é a principal arma da equipe francesa para vencer o Brasil, no confronto pelas quartas-de-final da Copa Davis. Sem grandes estrelas no seu time, o técnico da França, o ex-tenista Guy Forget exigiu da federação francesa condições bem especiais para estes jogos. Experiente neste tipo de piso, quando era profissional, ele confia muito nesta estratégia para ganhar uma vaga nas semifinais da competição. "Meus jogadores podem render o melhor numa superfície rápida", garantiu Forget. "Enquanto os brasileiros, como Guga e o Meligeni são especialistas no saibro".
Experiente em confrontos da Davis, Guy Forget acredita também na força da torcida francesa para levar seu time à vitória. "A Davis é o único evento do tênis que se parece com o futebol", diz. "Em nenhum outro a torcida é tão vibrante e pode torcer para seu país." Sua equipe já está escalada com Cedric Pioline, o número 1, Sebastien Grosjean, 2, e Fabrice Santoro e Olivier DeLaitre para a dupla. Ainda assim, Gorget continua querendo manter o suspense e afirmou hoje que poderia colocar Pioline jogando também na dupla, dependendo dos resultados da rodada de sexta-feira. "Tenho muito tempo para resolver o que irei fazer na dupla", disse Forget (até uma hora antes do início da partida de duplas, os times podem ser mudados).
MOTIVAÇÃO - Com uma quadra lotada, tevês, tradição de Davis, o técnico Guy Forget revelou que seus jogadores estarão especialmente motivados a buscar um bom resultado diante do Brasil. Sabe que existe um respeito pelo que Guga e Meligeni vem jogando este ano, mas confia no fator campo como uma arma. "Em Copa Davis tudo pode acontecer", conforma-se Forget. "Vejo, porém, que meus jogadores podem render 100% nesta quadra
incentivados pela torcida e pela importância destes jogos." A equipe francesa já enfrentou o Brasil por três vezes e ganhou duas, em confrontos realizados há muitos anos. A França venceu em 1961 e 63 e perdeu em 66, na época do memorável time brasileiro formado por Thomas Koch e Edison Mandarino.


