Arquivo FolhaPeritos da Aeronáutica e da PF investigam as causas da explosãoO técnico em informática da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), Adilson Miranda Barreto, tornou-se uma peça fundamental para afastar de vez a possibilidade de o engenheiro Fernando Caldeira de Moura Campos estar carregando algum tipo de material explosivo em sua valise. No dia do acidente, ambos estiveram conversando por três minutos no saguão de embarque do aeroporto de São José dos Campos. Moura Campos chegou a abrir a pasta na frente do colega para retirar um documento. ‘‘Só tinha papel dentro, o que estão dizendo é invenção’’, afirmou.
Barreto, que é funcionário da Embraer há 11 anos e trabalhou junto com o engenheiro, fotografou o interior da aeronave antes e depois da explosão. Ele está chocado com as insinuações que estão sendo feitas sobre haver algum tipo de explosivo na bagagem do companheiro ou tentar criar algum quadro favorável a isto com sua participação no projeto do caça subsônico AMX. ‘‘Estão confundindo o Fernando Caldeira empresário com o funcionário da Embraer’’, salientou.
Dentro das terríveis cenas que presenciou no vôo 283, Barreto conseguiu tirar uma conclusão: a bomba não estava sobre o banco ao lado do engenheiro. Ele se recorda que depois do fortíssimo estrondo, a tampa do compartimento de bagagem de mão veio parar em seus pés. ‘‘A explosão foi no teto do avião, no lugar onde se coloca as malas de mão’’, comentou. Anteontem, ainda se refazendo do susto, ele foi ao enterro prestar suas últimas homenagens ao ex-colega de fábrica.

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