O engenheiro eletricista Júlio Meirelles, assessor da Diretoria Técnica da Itaipu Binacional, descartou ontem, em Foz do Iguaçu, que uma suposta sobrecarga na hidrelétrica tenha sido a causa do blecaute de anteontem no País, conforme afirmaram diretores da Operadora Nacional do Sistemas (ONS), empresa privada que passou a gerenciar o sistema elétrico brasileiro neste mês.
Segundo Meirelles, no momento do desligamento, às 22h17, Itaipu operava com 95% da capacidade de geração de energia disponível naquele momento - havia, portanto, uma sobra de 5%. ‘‘Desligamos porque o circuito de transmissão foi afetado e não havia meios para enviar a energia produzida em Itaipu’’, disse o engenheiro.
Meirelles afirmou também que é improvável que a causa do blecaute tenha sido sobrecarga em outra usina do sistema porque, no momento da interrupção, o consumo de energia no País já começava a diminuir. O período de pico de consumo se estende das 19 horas às 21 horas.
No momento do blecaute, a hidrelétrica operava com 16 turbinas - as duas restantes estavam em operação. O religamento foi reiniciado gradualmente até que, às 3h14 de ontem, a transmissão de energia foi restabelecida totalmente.
O chefe do Departamento de Produção de Furnas no Paraná, José Maurício Zaroni, disse que o problema que provocou o blecaute não ocorreu nas linhas de transmissão da estatal no Estado, que conduzem a energia produzida por Itaipu. ‘‘Houve uma oscilação no sistema elétrico, que causou o desligamento, mas tenho certeza que esse problema não aconteceu no Paranᒒ, declarou Zaroni, ontem.

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