O técnico agrícola Dorival Martins dos Santos, 40 anos, apontado como um dos articuladores para a formação do acampamento pelos moradores do Conjunto Habitacional Asa Branca, acusa o vereador Edmundo de Carvalho (PT) de ter iniciado a mobilização.
''Ele se comportou como um líder safado e covarde, que reuniu seus eleitores para montar um acampamento e depois, diante da pressão dos fazendeiro, os abandonou à própria sorte'', disse Santos, que está respondendo judicialmente por falsificação de medicamentos veterinários.
O técnico agrícola se diz perseguido por ser amigo do presidente estadual do MAST, Valdir Antunes. Segundo ele, seu interesse pelo acampamento é ''apenas comercial''. ''Este acampamento vai precisar de, pelo menos, uma horta para subsistir. Meu papel será o de fornecer assistência técnica, semente e adubo, como faço para outros assentamentos do MAST'', defendeu-se.
O presidente da Associação dos Moradores do Conjunto Asa Branca, Orlando Furusho, 54 anos, resumiu sua participação no episódio dizendo que apenas cedeu o espaço para as reuniões e que, depois que ficou sabendo do que se tratava, proibiu outros encontros no centro comunitário.
O prefeito Cláudio Rivelino (PMDB) não quis comentar o assunto. Por meio de uma nota de esclarecimento, disse que ''Não será necessário que a população de Joaquim Távora se submeta a condutas pregadas por algumas pessoas que tentam explorar politicamente ou mesmo economicamente a questão agrária, retirando-lhe a seriedade com que merece ser tratada.''

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