Uma das técnicas utilizadas é o balão intragástrico, uma bola colocada dentro do estômago e inflada com soro fisiológico e azul de metileno, o que provoca saciedade. Uma das vantagens é que o método não é invasivo, porque a bola é colocada através de endoscopia. Mas, o emagrecimento é pequeno, de 10% a 15% do peso. ''Não é indicado para quem tem obesidade mórbida'', avalia Ogawa. O importante, nesse caso, é aproveitar para fazer uma mudança de hábitos alimentares, durante os seis meses que o balão pode ficar no estômago.
''De 45% a 50% das pessoas voltam ao peso depois de um ano com o uso do balão'', ressalta Ogawa. Por isso, a proposta dele é utilizar o método para um problema temporário -por exemplo, a mulher que ganhou peso exagerado durante a gestação e não está conseguindo emagrecer. ''O uso do balão é uma forma interessante de resgatar a qualidade de vida e hábitos saudáveis'', avalia.
Outra técnica é a banda gástrica, um anel, introduzido através de cirurgia laparoscópica, que ''abraça'' a parte superior do estômago, causando estreitamento do local por onde passa a comida. Ogawa explica que, como o estômago fica mais estreito, a ingestão de comida não pode ser muito rápida, nem em grande quantidade. ''É um dispositivo que obriga a comer devagar e bem mastigado, e isso causa a saciedade precoce'', ressalta. O método é temporário e um bom resultado fica em torno de 20% a 25% de perda do peso.
Já a cirurgia de redução de estômago reduz o órgão de uma capacidade média de 1,2 a 1,5 litros para 50 a 80 mililitros. A cirurgia é feita desconetando parte do estômago e retirando parte do intestino. A medida restringe a entrada de alimento, por causa do tamanho, e diminui parcialmente a absorção. A perda, em média, é de 40% do peso, e por isso é indicada para quem sofre de obesidade mórbida. As complicações correspondem de 1,5% a 2% dos casos. ''Mas quando acontece, mesmo tratando adequadamente, a mortalidade é de 30%'', alerta Ogawa.
A cirurgia de redução de estômago também demanda um acompanhamento nutricional rigoroso. Isso porque o paciente come bem menos é preciso que todos os nutrientes que ele precisa estejam presentes na dieta.(C.P.)

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