Técnica teve origem em aulas de educação física
Os trabalhos de psicomotricidade relacional iniciaram informalmente na França. O precursor foi o educador André Lapierre. Ele dava aulas de educação física e começou a perceber que cada aluno reagia de forma diferenciada com exercícios idênticos. Pessoas sem qualquer tipo de problema de formação óssea, andavam encurvadas, tinham dificuldade de postura. Ele começou a observar as atitudes dos alunos e percebeu que muitos deles tinham problemas de postura por problemas emocionais e afetivos. Os medrosos ficavam meio encurvados, com pouca disponibilidade corporal, contou a educadora Anne Lapierre, filha de André.
Anne disse que seu pai percebeu que o corpo tinha tensões claras ligadas a problemas emocionais. A linguagem verbal não era suficiente para acabar com os medos ou melhorar a auto-estima. Precisava de algo mais. Foi aí que ele foi desenvolvendo dinâmicas de grupo, relembrou ela.
Das aulas de educação física, André Lapierre passou a trabalhar com massagem na coluna. Ele percebeu que muitos problemas ligados à coluna tinham como causa desajustes sexuais e emocionais. Ele chegou também a ter dinâmicas de grupo com pessoas provenientes da Segunda Guerra. Pessoas que tinham dores na mão, mas tiveram o braço todo decepado durante a guerra. Ele começou a descobrir que tudo tinha relação com frustrações e situações não esclarecidas envolvendo aspectos emocionais, concluiu.
Ao longo de 15 a 20 anos, o educador desenvolveu a técnica da psicomotricidade relacional. Mais tarde essa técnica foi aperfeiçoada por Anne, com a introdução da análise corporal na relação. No Brasil, doze mil pessoas foram atendidas através desse processo.(L.P.)





