Ao terminar de almoçar no Restaurante Universitário (RU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no início da tarde de ontem, a estudante de geografia Katia Rodrigues, 26 anos, não imaginava que iria se divertir tanto. E aprender. Ela parou para assistir à peça teatral Procura-se uma Estrela, interpretada por quatro atores voluntários, que abordam, com música e palhaçada, o tema da doação de medula óssea.
''Já sabia da importância da doação para os doentes de leucemia, mas achei a peça muito interessante. Não sou doadora, mas depois de assistir ao teatro, poderia vir a ser'', comentou a estudante, destacando a recurso cômico usado pelo grupo para conseguiu prender a atenção do público. ''Se fosse uma palestra ninguém pararia para ouvir'', opinou.
Três atores dividiram a cena, intercalando diálogos engraçados e músicas que falam sobre leucemia e outras doenças sanguíneas, que podem ser curadas com a doação da medula óssea. Em alguns momentos os espectadores tornaram-se parte do teatro, servindo como voluntários na composição de um elefante que elucidava as dúvidas sobre a doação da medula.
O grupo de artistas já está acostumado a visitar pacientes em tratamento de leucemia no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e resolveu ultrapassar o limite do hospital para cativar doadores. A peça faz parte de um projeto da Secretaria do Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e é apresentada em universidades de todo o Estado.
O teatro complementa as campanhas para cadastro de doadores voluntários de medula óssea. Na semana passada, o governador Orlando Pessuti sancionou alterações na lei que institui a Semana de Conscientização de Doação de Medula Óssea no Paraná, mudando a data de agosto para a segunda semana de dezembro, para dar mais agilidade aos procedimentos e incentivar doações.

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