Brasília, 29 (AE) - O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu há pouco que a Incal Incorporações, os ex-presidentes do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo Nicolau dos Santos Neto e Edélvio Buffulin e o engenheiro Antônio Carlos Gama da Silva devem devolver aos cofres públicos R$ 169,49 milhões. Este valor é relativo à direrença entre o total pago pelo TRT pelas obras de construção do Fórum trabalhista de São Paulo e o custo efetivo do empreendimento, no estágio atual das obras. Segundo o processo, relatado pelo ministro Adhemar Ghisi, o TRT pagou R$ 231 milhões pela obra, mas os auditores do TCU avaliaram que o custo efetivo, nas condições atuais, é de R$ 62,4 milhões. Os minnistros do tribunal decidiriam ainda conceder o prazo de 15 dias para que seja apresentada a defesa por parte da empresa, dos ex-presidentes do TRT e do engenheiro. Caso contrário, o recolhimento deve ser imediato. O TCU, em 5 de maio, decidiu que estes envolvidos no caso recolhessem R$ 57,3 milhões. Mas, em virtude de novos novos, levantados a partir de desdobramentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário no Senado, o TCU fez novas auditorias nas obras e chegou à conclusão de que
nas condições atuais, devem ser recolhidos aos cofres públicos os R$ 169,48 milhões.

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