TCU aponta problemas em rodovias da OHL
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Andréa Bertoldi <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Na primeira auditoria para avaliar os contratos de concessão de rodovias à iniciativa privada, o Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou uma série de problemas na concessão do trecho entre Florianópolis e Curitiba da empresa OHL, controlado pela Autopista Litoral Sul.
Os principais pontos foram o sumiço de 18 quilômetros no projeto de construção do Contorno de Florianópolis e atrasos em obras obrigatórias, além da má qualidade do asfalto entre Curitiba e a capital catarinense.
Segundo o relatório do TCU, a alteração do projeto do Contorno de Florianópolis, com prejuízo de suas características técnicas e redução da sua extensão de 47 para 29,55 quilômetros favorece financeiramente a concessionária e não atende às necessidades atuais e futuras da população.
Além disso, não contorna a totalidade da área atualmente urbanizada e apresenta características técnico-operacionais inferiores às do projeto original elaborado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), desestimulando a sua utilização pelo tráfego pesado de longa distância, que se constitui na sua principal finalidade.
O TCU esclarece ainda que a postergação em três anos do início dessa obra, para a qual foram previstos inicialmente investimentos da ordem de R$ 330 milhões, a serem realizados pela concessionária nos primeiros quatro anos de vigência contratual, é extremamente prejudicial às pessoas que utilizam a rodovia e às que residem na Região Metropolitana de Florianópolis, por envolver melhorias imprescindíveis para a segurança do tráfego, para a economia do transporte e para a ordenação da ocupação urbana da região.
A Autopista Litoral Sul informou, através de nota oficial, que todas as informações solicitadas pelo TCU foram enviadas ao órgão dentro do prazo, no dia 9 de janeiro de 2012. Segundo a concessionária, o TCU ainda não emitiu sua avaliação final.


