O Sinttrol (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina) divulgou nesta terça-feira (30) que a TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina) demitiu mais de 30 cobradores. De acordo com o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, a empresa tinha 264 cobradores em seu quadro de funcionários. Conforme o presidente, a informação sobre o número foi confirmada na última sexta-feira (27) pela empresa. "Nós nos reunimos com parte dos demitidos na tarde desta terça e estamos tentando conseguir uma intermediação do Ministério Público do Trabalho, inclusive, para reintegrar os funcionários", apresentou. A reportagem procurou a TCGL, mas a empresa informou que não irá se manifestar sobre o assunto.

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. | Foto: Marcos Zanutto/24-07-19

Segundo Batista, a empresa estaria quebrando uma cláusula contratual que garantia estabilidade de todos os trabalhadores até dezembro de 2020. "A empresa alega que não participou do processo licitatório do transporte coletivo de Londrina e, por isso, a cláusula não seria mais válida. Mas nós entendemos que enquanto não houver uma nova ganhadora e a saída definitiva da empresa, o contrato continua funcionando normalmente", avaliou. "Nós queremos que o acordo coletivo seja cumprido", acrescentou. Ainda conforme o presidente do sindicato, os funcionários demitidos acreditam que cerca de 100 cobradores teriam sido desligados sem justa causa.

De acordo com o parágrafo primeiro do acordo coletivo da TCGL, "fica pactuada a manutenção da estabilidade já prevista no instrumento normativo anterior, exceto se a TCGL não participar do processo licitatório ou não obtiver sucesso no certame".

Outro trecho informa que "caso a empresa venha a participar e ser vencedora no processo licitatório, todos os cobradores em atividade na empresa na data da assinatura deste Acordo Coletivo de Trabalho, terão garantia de estabilidade no emprego até 31 de dezembro de 2020, cabendo seu desligamento apenas nas hipóteses de: pedido de demissão, promoção, acordo mútuo, justa causa, alteração de função aceita pelo empregado desde que na presença e mediante assistência do sindicato profissional, bem como nas hipóteses de extinção do contrato de concessão da TCGL".

Já a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) afirmou à FOLHA que se trata de uma relação de empregado com empregador.

Licitação

A Prefeitura de Londrina divulgou na segunda-feira (29) que a empresa Londrisul, única a apresentar proposta na licitação para o serviço de transporte coletivo em Londrina, teve sua proposta classificada como vencedora. A Londrisul apresentou proposta para a chamada área 2, com valor estimado em R$ 758 milhões. A área 2 atende a região sul e parte da área leste da cidade.

Quando começar o novo convênio entre o Município e a empresa, a Londrisul ficará responsável por atender 35% da demanda do serviço. Assim, a expectativa é que o número de linhas operadas pela entidade salte de 29 para 50, aumentando de 73 para 135 a quantidade de veículos na frota. A licitação tem validade de 15 anos. O certame foi concluído na última sexta-feira (26), na sede da CMTU. A concessionária, que atualmente atende 17% dos usuários, ofereceu tarifa de R$ 4,2451 para operar o serviço. O valor é 0,32% inferior aos R$ 4,2588 de teto máximo previstos em edital.

Além da área 2, a concorrência da semana passada previa também a classificação de empresas para o lote 1, que abrange 65% do volume de passageiros. No entanto, não houve propostas apresentadas e agora a CMTU estuda lançar um novo edital para a contratação. Enquanto isso, o serviço continua a ser prestado, em caráter de prorrogação, pela TCGL.

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