TCE inicia inspeção em IMLs do Paraná
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terça-feira, 18 de outubro de 2011
Rubens Chueire Jr. <br> Equipe da Folha 
Curitiba - As visitas de inspeção das equipes de auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) nas 17 unidades do Instituto Médico Legal (IML) começaram ontem por Jacarezinho (Norte Pioneiro). A expectativa é de que até o final de dezembro o TCE emita um relatório detalhado sobre a situação do instituto em todo o Estado.
Até a próxima sexta-feira também serão visitadas as unidades do IML de Londrina, Maringá, Apucarana, Francisco Beltrão, Pato Branco e Ponta Grossa. Entre os dias 24 e 28 será a vez de Cascavel, Foz do Iguaçu, Toledo, Umuarama, Paranavaí, Campo Mourão e União da Vitória. Estão previstas, ainda, visitas ao IML de Paranaguá e Ivaiporã. Após o dia 28 terá início a fiscalização na sede do IML em Curitiba.
O trabalho de campo, que consiste na coleta de dados sobre as condições de operação do órgão, constitui uma das etapas da Auditoria Operacional (AOP) do IML, instaurada em maio deste ano pelo TCE. Segundo a inspetora da 5 Inspetoria de Controle Externo (ICE) do TCE, Tatianna Bove Iatauro, os trabalhos foram antecipados por causa da ''gravíssima situação'' em que se encontram as estruturas dos IMLs no Estado.
''Em março foi divulgada na mídia a situação do IML em Curitiba, com acúmulo de cadáveres e câmaras frias com problemas. Com isso antecipamos o período de levantamento. A situação na Capital é problemática, mas no interior não é diferente. Existe deficit de pessoal e principalmente estruturas precárias'', destacou Tatianna.
Com o levantamento, será feito um relatório com recomendações para o aprimoramento da gestão do órgão no Paraná. Segundo ela, o objetivo é colaborar com a eficácia do trabalho do instituto. ''A 5 ICE vai monitorar a execução das recomendações durante todo o período de responsabilidade de fiscalização, que vai até 2014'', garantiu.
A expectativa, de acordo com a inspetora, é que todas as recomendações sejam atendidas pelos órgãos competentes. ''Vamos monitorar para saber se tudo está sendo seguido. O secretário de Segurança se colocou à disposição para maiores esclarecimentos, inclusive. Mas caso as determinações não sejam seguidas, podemos encaminhar o relatório final para ir à votação no plenário da Assembleia Legislativa e isto pode render multas'', completou.


