TCE autoriza reajuste na tabela de anestesistas para contratação no HU de Londrina
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quinta-feira, 27 de outubro de 2022
Reportagem local 
O TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Paraná autorizou nesta quinta-feira (27) o HU (Hospital Universitário) da UEL (Universidade Estadual de Londrina) a alterar o edital de contratação de anestesistas, com salários compatíveis com os oferecidos no mercado. A convocação anterior oferecia valores defasados da hora de trabalho destes médicos especializados e não atraia interessados. O hospital vem enfrentando problemas pela falta destes profissionais que têm papel fundamental na realização de cirurgias e outros procedimentos.
A expectativa é que na próxima semana possa ser publicado o edital de chamamento com os novos valores. A hora passará de R$ 130 para R$ 200. “Eu espero que, brevemente, possamos estar competitivos no mercado e atrair novos prestadores habilitados para atuar nesta área de alta complexidade. O objetivo do HU é dar assistência de qualidade e uma resposta rápida aos nossos pacientes. Ajudando o Hospital Universitário ajudamos os outros hospitais porque quando não conseguimos dar vazão à demanda acabamos sobrecarregando os outros hospitais e vice-versa”, explica Vivian.
A resposta positiva ao pedido de aumento no valor da hora do profissional veio depois da reunião que ocorreu na terça-feira de manhã, no TCE, em Curitiba que foi marcada pelo deputado estadual Tiago Amaral (PSD). Na ocasião foram apresentados os dados técnicos do impacto da carência destes médicos na estrutura hospitalar e dos prejuízos à população da região.
“Os problemas da saúde de Londrina afetam todo o entorno. Não adianta tratar de forma isolada. É importante trazer os diretores de hospitais, prefeitos, os secretários de estado para resolvermos em conjunto. Desta vez a solução não será individual e sim regional”, observa o deputado Tiago Amaral.
O Hospital Universitário é 100% público e seus processos são submetidos aos mecanismos de controle do Tribunal de Contas. A falta de anestesistas prejudica o atendimento de qualidade à população com diminuição do número de cirurgias e exames de alta complexidade; suspensão de cirurgias eletivas que ocorrem para dar conta dos procedimentos de urgência e risco de infecção hospitalar do paciente internado por mais dias que o necessário, além de piora do estado de saúde. “A nossa ideia é levar os pontos mais críticos ao conhecimento do secretário. Os municípios não aguentam mais. É o momento do estado nos socorrer”, ressaltou Sérgio Onofre, prefeito de Arapongas e presidente da Amepar.
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