O Tribunal de Contas do Estado antecipou ontem que pode determinar a paralisação das obras que a Inepar está fazendo para a Copel em São José dos Pinhais, nas proximidades da futura fábrica de automóveis da Renault. O embargo só não foi determinado na sessão de ontem do tribunal porque o procurador-geral, Lauri Caetano da Silva, pediu vistas do processo, o que provocou o adiamento da decisão para a terça-feira, quando acontece a próxima sessão do TC.
O processo contra a obra se originou de denúncia do deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), segundo a qual a Copel contratou a Inepar para construir uma subestação de energia por R$ 14,6 milhões sem licitação.
O presidente da Copel, Ingo Hubert nega irregularidades no processo de contratação da empresa e justifica a dispensa da licitação pela urgência da obra para viabilizar a instalação da montadora. Segundo ele, a contratação da Inepar foi legal e transparente. ‘‘Dada a urgência em construir a subestação, o que a Copel fez foi cotar os preços com empresas capacitadas a fornecer a subestação em 11 meses, a contar de janeiro deste ano, em conformidade com o artigo 24, inciso 4º da lei de licitações’’, disse Hubert.
Nessa cotação, segundo a empresa, foram consultados todos os fabricantes do Brasil e do exterior em condições de atender à necessidade de urgência do projeto. Cinco empresas apresentaram propostas: Asea Brown Boveri (ABB), GEC Alsthom, Inepar, Schneider e Siemens, que variaram de R$ 11,699 milhões da Inepar a R$ 14,583 milhões da ABB. Com a inclusão de juros e taxas, afirma a diretoria da Copel, o valor do contrato ficaria em R$ 14,443 milhões na proposta da Inepar e R$ 19,697 milhões pela Siemens.
Segundo a Copel, a proposta da Inepar foi vencedora por ter um custo no mínimo R$ 3 milhões mais baixo que a das outras quatro empresas. O valor final do contrato inclui, além do custo da subestação (R$ 11,699 milhões), mais R$ 1,846 milhão a título de encargos e taxas de juros, e R$ 1,100 milhão pela cobertura de eventuais serviços extras.

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