Taxistas reclamam de rigor de agentes de trânsito
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sexta-feira, 08 de fevereiro de 2013
Lucio Flávio Cruz <BR>Reportagem Local 
Londrina A fiscalização mais rigorosa dos agentes de trânsito aos taxistas que param de forma irregular para embarque ou desembarque de passageiros é alvo de reclamações do sindicato da categoria. De acordo com a entidade, o número de profissionais multados nessa situação aumentou neste início de ano.
"Temos taxistas que já levaram duas, três multas em 2013", destacou o presidente do sindicato, Antônio Pereira da Silva, que não tem um levantamento do número exato de autuações. O sindicalista acrescenta que a lei municipal 10.969/2010, que disciplina as condições para exploração do serviço de táxi em Londrina, deixa claro que o taxista pode aproximar o veículo da guia da calçada para embarque e desembarque seguro de passageiros, inclusive onde é proibido estacionar.
O taxista Luiz Paulo da Silva, de 60 anos, conta que já foi punido. "Fui multado ao deixar um passageiro na rodoviária. Não fiquei parado nem 15 segundos para deixar o passageiro. Em dias de grande movimento não há onde parar para o desembarque."
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) informou que não há nenhuma operação especial para fiscalizar as paradas dos táxis para embarque ou desembarque. "Ao buscar ou deixar o passageiro, o táxi pode parar por pouco tempo, tomando cuidado para não atrapalhar o fluxo do trânsito. O que acontece é que algumas vezes há abuso do tempo da parada. É preciso que os passageiros e taxistas usem de bom-senso para não se demorar , garantindo assim que não sejam multados", afirmou o diretor de Trânsito da CMTU, Diógenes Gonçalves. Segundo ele, a orientação também é repassada aos agentes.
A CMTU ressalta que os táxis podem usar a faixa exclusiva dos ônibus apenas quando estão com passageiros. E que a legislação não permite, em hipótese nenhuma, paradas em fila dupla para embarque ou desembarque.
"O certo era os taxistas poderem parar em qualquer lugar. Isso acontece em toda o Brasil. Aqui não podemos entrar no Calçadão. Como fazemos para buscar um passageiro que tem dificuldade de locomoção e mora lá?", indaga o taxista Antônio Santana, de 54 anos.
Uma das alternativas estudadas pela CMTU é a criação de vagas específicas para embarque e desembarque em cada quadra nas principais vias. "Para nós não há problema. Mas como vamos explicar ao passageiro que não podemos parar na frente da casa dele porque há um ponto específico para pararmos. Acho que ninguém vai gostar", opinou Antônio Pereira da Silva.
Segundo Diógenes Gonçalves, somente um estudo técnico pode apurar a viabilidade de criar vagas para embarque e desembarque. O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) informou que não recebeu nenhuma solicitação para realizar estudos sobre essa proposta. A gerente de Trânsito do Instituto, Cristiane Biazzono Dutra, ressaltou que a medida é "complexa" em virtude da falta de vagas na cidade. "É preciso saber se há demanda que justifique a reserva desse espaço", colocou.


