Curitiba – Taxistas de Curitiba e de outras cidades da região metropolitana realizaram um protesto ontem de manhã, seguido de carreata, contra o transporte clandestino de passageiros. A manifestação reuniu cerca de 600 taxistas, segundo informação da União dos Taxistas de Curitiba (UTC), e começou por volta das 10 horas no Museu Oscar Niemeyer (MON). Depois, os carros passaram em frente da prefeitura, Câmara de Vereadores e concluíram o roteiro na Rodoviária, onde está localizada a sede da Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs). O protesto só terminou por volta das 11h30.
A manifestação em Curitiba fez parte de um protesto nacional que foi realizado também em outras capitais. O secretário da UTC, Eduardo Fernandes, disse que a ideia foi chamar a atenção das autoridades para a crescente participação do transporte clandestino de passageiros no mercado. São os chamados "piratas", motoristas que transportam pessoas em carros e vans particulares, sem autorização das prefeituras. A atuação dos "piratas" ocorre principalmente em Curitiba e São José dos Pinhais, onde está localizado o Aeroporto Afonso Pena.
Eduardo Fernandes disse que taxistas de Curitiba e São José cadastraram com fotos cerca de 800 automóveis que fazem o transporte clandestino de passageiros. A UTC reivindica que prefeituras, Urbs e Secretaria Municipal de Trânsito de Curitiba (Setran) façam fiscalizações com mais frequência próximo ao Aeroporto Afonso Pena, centro de convenções e hotéis. Outra solicitação da entidade é mais rigor nas punições contra os piratas, tornando a multa mais cara e apreendendo os veículos usados clandestinamente.
Fernandes lembra que a concorrência ilegal atrapalha os taxistas e não oferece segurança aos clientes. "Nós, que somos regularizados, pagamos quase dois mil reais de taxas por ano e passamos por fiscalizações e duas vistorias também por ano. Nós estamos dentro da lei", frisa. Curitiba conta com três mil taxistas cadastrados.
A Urbs informou que vem realizando junto com a Setran e com o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPtran) reuniões mensais com representantes dos taxistas para discutir diversos temas da categoria, incluindo uma estratégia para combater o transporte clandestino. A dificuldade para a autuação dos piratas, segundo a Urbs, está no fato de que é necessário o flagrante. Ou seja, é preciso a constatação da infração (pagamento pelo cliente) por parte do agente ou policial de trânsito, no caso, Setran/BPtran. Nesse sentido, o órgão municipal solicita que a população e os próprios taxistas colaborem na identificação de possíveis veículos de transporte irregular, informando à Setran, por meio do telefone 156, a placa e o tipo de veículo. A denúncia auxilia na localização posterior do carro para um possível flagrante.

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