São Paulo, 13 (AE) - Conhecidos como conservadores e identificados com o malufismo, os taxistas foram decisivos na derrota do prefeito de São Paulo, Celso Pitta (PTN), apadrinhado pelo presidente do PPB, Paulo Maluf, na comissão especial da Câmara. Fiel da balança na decisão, o vereador Natalício Bezerra (PTB), presidente do Sindicato dos Motoristas de Táxi de São Paulo, recebeu mais de 3.800 telefonemas, por meio do Serviço de Atendimento ao Associado da entidade, pedindo que votasse contra Pitta. Além da pressão da categoria, motoristas comentam que outro fator contribuiu para que o vereador não cedesse ao assédio do Palácio das Indústrias. A categoria já planejava lançar outro candidato nas eleições para a Câmara, o que assustou Bezerra.
"O prefeito tem de sair mesmo" ou "Essa bandalheira precisa acabar" foram as frases mais ditas pelos motoristas que ligaram para o sindicato, pedindo para que Bezerra votasse a favor da abertura do processo de impeachment de Pitta.
"Gostei que o julgamento do impeachment vai prosseguir, mas recebi com reservas a atitude do Natalício", disse o motorista Carlos Eleutério, de 32 anos. "A cada dia ele dizia uma coisa."
"Além das acusações de corrupção, Pitta está administrando mal a cidade, com ruas cheias de buracos e lixo por toda parte", queixou-se o taxista Jonatas de Sousa, de 44 anos.
Apesar das críticas a Pitta, os taxistas preservam Maluf. "Ele construiu a Ponte Júlio Mesquita em seis meses e Pitta vai levar dois anos para reformar o Viaduto Antártica", disse Sousa.

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