Curitiba - Um abaixo-assinado com mais de 60 mil assinaturas de taxistas de todo o País foi entregue ontem ao senador Osmar Dias (PDT-PR) durante Assembléia Nacional dos Taxistas, realizada em Curitiba. O documento pede a rejeição ao projeto de lei, já aprovado na Câmara dos Deputados, que proíbe aos taxistas que detêm a concessão ou permissão do serviço, a contratação de um segundo motorista para ajudar a cumprir a jornada de trabalho. O senador, que é o relator na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, antecipou que vai sugerir a rejeição do projeto de lei, quando o mesmo chegar ao Senado.
O projeto de lei, de autoria do deputado federal Adolfo Marinho (PSDB-CE), que impede a contratação de um segundo motorista para dirigir o táxi, que não seja o proprietário do veículo, foi aprovado na Câmara sem muita divulgação. Assim que souberam da matéria, os taxistas de todo o País começaram a se mobilizar para impedir a medida, que segundo eles, vai provocar um drama social por causa do desemprego da categoria.
Só em Curitiba, são 2.800 motoristas que hoje trabalham para donos de táxis, disse o presidente do Sindicato dos Taxistas do Paraná, Celso Fernandes. Segundo ele, a figura do segundo motorista ajuda o taxista a cumprir a jornada de trabalho. Ele estima que em todo o País, cerca de 150 mil pessoas trabalham como segundo motorista.
A preocupação dos motoristas é que em caso de morte ou invalidez do motorista titular, dono do táxi, a concessão do táxi volte para a prefeitura. ‘‘Como fica o investimento feito pelo taxista e sua familia durante sua vida?’’, pergunta o sindicalista. Ele alerta ainda para o elevado investimento que os motoristas de táxi fazem atualmente em centrais de táxi. ‘‘Em Curitiba, são cerca de R$ 400 mil a R$ 500 mil por ano para manter a estrutura das centrais, que é pioneira no País.’’
Segundo o presidente do sindicato, 85% da frota de táxi do Paraná recorrem ao segundo motorista para cumprir a jornada de trabalho. ‘‘No Estado, são aproximadamente 15 mil taxistas autônomos que pedem a rejeição do projeto de lei’’, afirmou.

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