Londrina – Um taxista teve o carro roubado e passou cerca de meia hora amarrado nas proximidades do Tiro de Guerra, na zona leste de Londrina, na madrugada de ontem. O caso engrossou as estatísticas deste tipo de crime na cidade, o que tem preocupado o sindicato que representa a categoria. A entidade, inclusive, reivindicou que a Polícia Militar aumente as abordagens aos motoristas com passageiros para impedir a ação de criminosos.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Taxistas de Londrina, Antônio Pereira da Silva, as estratégias para coibir os assaltos foram traçadas há cerca de 90 dias, em reunião com o comando do 5º Batalhão da PM. "Ficou acertado que as viaturas abordariam os taxistas, principalmente durante a noite e a madrugada, e o que a gente percebe é que na prática nada aconteceu ainda", frisou.
No assalto de ontem, aponta Silva, o táxi rodou por várias regiões da cidade e em nenhum momento foi abordado por uma viatura. O motorista saiu da rodoviária por volta das 6 horas com um passageiro em direção à região do Tiro de Guerra. No meio do caminho, o homem sacou uma arma e obrigou o taxista a seguir para uma estrada rural próxima ao Termas de Londrina.
O motorista foi amarrado e o assaltante fugiu levando o veículo, dinheiro, celular e objetos pessoais. Pouco tempo depois o carro foi localizado na Vila Nova, na área central. O bandido não foi localizado pela polícia.
"Se a polícia tivesse feito a abordagem, o roubo poderia ter sido evitado ou então, pelo menos, o marginal preso", colocou Antônio Silva. "O que nós queremos é uma integração maior com a polícia para que os taxistas trabalhem mais seguros."
Segundo levantamento do Sindicato dos Taxistas, em 2012 foram mais de 100 assaltos contra táxis em Londrina. Nos primeiros dias deste ano, a média tem sido de um a dois roubos por semana. "Há tempos não registrávamos um assalto violento como este. A maioria são roubos de dinheiro e celular e, em muitos casos, os taxistas nem registram o boletim de ocorrência", detalhou o presidente.
O 5º Batalhão informou que o policiamento ostensivo e preventivo tem sido feito em todas as regiões da cidade, inclusive com abordagens. Garantiu ainda que as ações serão intensificadas.
Uma das formas que a categoria encontrou para aumentar a segurança dos trabalhadores foi a implantação de um sistema de GPS. Hoje, dos 350 taxistas de Londrina, 173 usam o equipamento. "O sistema tem colaborado para aumentar a segurança, já que ele é rastreado e conseguimos identificar exatamente em que local o veículo está", explicou Silva. "Independentemente disso temos pedido muita atenção aos taxistas na hora das corridas. As vezes é melhor abrir mão de um cliente, do que correr o risco de ser assaltado", declarou. O taxista assaltado ontem trabalhava de forma independente e não tem GPS no veículo.

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